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27 de agosto de 2012

Aspectos Relativos à Evolução Histórica do Turismo

1 Evolução Histórica do Turismo

Objectivos:

  • Conhecer as principais características das viagens ao longo da história.
  • Conhecer o contexto de surgimento dos resorts de 1ª e 2ª geração.
  • Identificar os factores que contribuíram para o desenvolvimento do Turismo enquanto indústria. 
Embora o desenvolvimento do Turismo enquanto actividade económica
se possa enquadrar na 2ª metade do século XX o desejo de conhecer 
outros povos e culturas foi sempre uma constante do homem…

“O Homem sempre viajou: por definição enquanto nómada, por
necessidade, quando se sedentariza. O viajar é consequência da vida sedentária, nasce com ela e, algures em nós, é herança do nomadismo” (Palma Brito, 2003: 71).

“Contudo, é a planície, é a Baixa Mesopotâmia que, com o Egipto, se vai tornar no acumulador essencial da civilização em criação (…) que estes barcos, finalmente se aventuram sobre a água salgada do Golfo Pérsico, ou do Índico, ou do Mar Vermelho ou do Mediterrâneo, está ultrapassado o passado decisivo. Um milagre começa. Bens, mercadorias, técnicas, tudo pouco a pouco transitará pelas estradas do mar. O mediterrâneo começa a viver” (Braudel, 1998: 86).

O período anterior ao século XVIII caracteriza-se pelo facto das viagens serem individuais e se realizarem, essencialmente, por necessidades fundamentais como o comércio, as peregrinações religiosas, a saúde.

Desde a mais remota antiguidade que o Homem viaja com variadas motivações...

  Egipto (1500 a. C.) - evidências de viagens.
Grécia (500 a 300 a.C.) - comerciantes, participantes em festivais (Jogos Olímpicos), doentes (visita aos Grandes Santuários).
Roma (séc. II d.C.) - por motivos de negócios, através de itinerários específicos, dispondo de estalagens ao longo dos percursos, junto à estrada; por motivos de lazer Vilegiatura.
Idade Média (séc. XII-XIII) - Peregrinações (Roma, Santiago de Compostela).

Santiago de Compostela, Galiza, Norte de Espanha
 Um dos principais destinos de peregrinações religiosas na Europa
  • As grandes viagens iniciam-se com Marco Polo que, durante 24 anos, no século XIII,
percorreu o Oriente.
  • As descobertas dos portugueses, seguidas das grandes viagens dos espanhóis e
ingleses, transformaram o mundo e permitiram a universalização das viagens.
  
  • Não se conhece o momento exacto do aparecimento da palavra Turismo, mas é aceite que tem origem nas viagens que os ingleses se habituaram a realizar no continente europeu, para complemento da sua educação, (XVII/XVIII).
  • Aqueles que participavam nesta viagem passaram a ser conhecidos por «turistas» (tourists) e a actividade a que deram origem passou a designar-se por «turismo» (tourism) (Boyer, 2000).
Grand Tour - uma larga camada da nobreza europeia viajava com fins educacionais,que consistia na visita às grandes capitais do velho continente,constituindo uma componente essencial da educação da aristocracia.

O itinerário geralmente aceite incluía uma longa permanência em Paris, Génova, Florença, Roma e regresso por Veneza, Alemanha, via Suíça. 
1. O Tour Pitoresco – Turismo Interno na Grã Bretanha; 2. Grand Tour Inglês no séc.XVIII; 3. Grand Tour do Médio Oriente no séc. XIX
McComas J. (1958)., The Grand Tour Art and Travel, 1740-1914. Indiana University Art Museum Publications.[On-line]. Consultado 27.08.2012, http://www.iub.edu/~iuam/online_modules/grand_tour/03_map.php?ptID=3,


  •          O movimento dos ingleses para o Continente Europeu influenciou fortemente o desenvolvimento dos transportes, da hotelaria e da restauração. 
  •          Por volta de 1830 surgem na Suíça os primeiros hotéis que começam a tomar o lugar dos albergues (Turismo de Inverno).  
  •          Constroem-se hotéis em Baden, St. Moritz que rapidamente ganham reputação de locais de encontro internacional. 
 A partir de meados do séc. XVIII produzem-se grandes mudanças do ponto de vista tecnológico, social, cultural, que introduzem alterações significativas nas viagens.
Revolução Industrial e desenvolvimento dos transportes



 Movimento em direcção ao Mar...



1753 - Publicação da dissertação 
do Dr. Russel, na Inglaterra,
A study of the curative effects of Sea Water, 
sobre as vantagens terapêuticas da água do mar. 


1800 - Brighton é o local de veraneio 
mais famoso na Europa.






Resorts de Primeira Geração


Padrão de crescimento dos resorts costeiros em Inglaterra e Gales, 1750-1911    
Fonte: Holloway (1996)







Thomas Cook (1808-1890)
  • Em 1841 tem lugar a primeira excursão turística organizada por Thomas Cook, entre Leicester e Loughlborough, que freta um comboio por um dia para transportar 485 pessoas, cobrando o transporte e merenda.
  • Viagens realizadas pela classe operária inglesa para cidades de litoral, por motivos de lazer. 
  • Blackpool, Southend e Brighton consolidam as suas posições como resorts de costa (resorts de 1ª geração).
  • Brighton é considerado um dos locais deveraneio mais famosos na Europa - recebe em 1835 cerca de 117.000 visitantes.

     

    Factores que contribuíram para o desenvolvimento do Turismo:

    • Aumento do tempo disponível (lazer).
    • Aumento do rendimento disponível.
    • Avanços na tecnologia (transporte aéreo em particular).
    • Democratização do automóvel (estímulo ao turismo interno).
    • Aumento dos níveis de educação
    • Desenvolvimento dos Operadores Turísticos e das férias
    de Pacote (Packages)
    • Acesso à “imagem” por parte de largas camadas da população.


    Fonte: Pearce (1989), Sharpley (1994), Swarbrooke (1999)


    Movimento em direcção ao Sol...

    Pacote turístico ou PACKAGE:
     - Conjunto de serviços de viagem com tudo incluído (transportes, alimentação, alojamento, transfers, excursões, etc.).
    - Pode ser individual ou em grupo.
    - Maximiza a segurança e facilita o processo de recolha de informação e reserva, por parte do turista.
    - Encoraja o turismo de massas.

    Torna-se possível transportar turistas para destinos do Mediterrâneo (de forma cómoda, rápida e barata), o que conduziu ao desenvolvimento dos resorts de 2ª geração – Espanha, Itália, Grécia...

     Resorts de Segunda Geração

        
    Fonte: Halloway (2006)

    A conjugação destes factores conduziu ao desenvolvimento de um paradigma do turismo: o Turismo de Massas...
     

    "Corresponde a um modelo de desenvolvimento turístico apresentado pelo turismo internacional entre meados de 1960 e 1980, ao longo da bacia do Mediterrâneo”.
    O produto turístico balnear espanhol constitui o exemplo mais paradigmático deste modelo.
    Ficou conhecido como “modelo dos 4`S" (Sun, Sea, Sand and Sex), definido como as principais motivações suscitadas pelo litoral

    Turismo de Massas

    – Este modelo adopta formas de consumo simples, caracterizando-se por práticas passivas e uniformização das práticas turísticas.
    – o turista contenta-se com os elementos base - clima, natureza, visitas guiadas aos locais mais conhecidos, não existe gosto pela aventura e incerteza.
    – Na década de setenta (séc. XX) começam a surgir as primeiras críticas relativamente a esta forma de turismo... 

    Turismo de Massas – Características Específicas

    • Sazonalidade acentuada
    • Concentração geográfica (litoral)
    • Exploração intensiva dos recursos naturais
    • Ausência de planeamento próactivo

    É possível identificar um conjunto de tendências que parecem estruturar as práticas turísticas da sociedade contemporânea (Poon, 1993; Cuvellier, 1994, 2001):
    – o aparecimento de novos destinos (aumento da concorrência).
    – aumento do nº de férias ao longo do ano (short breaks e city breaks).
    – o desenvolvimento das companhias aéreas de baixo-custo que em muito contribuem para a flexibilidade no âmbito da procura.
    – surgimento de viagens temáticas (cultura, natureza).
    – o interesse pelo desenvolvimento de “produtos sustentáveis”
    – aposta estratégica de muitas cidades e regiões no desenvolvimento de produtos turísticos baseados no seu património histórico ou contemporâneo, gastronomia, tradições e nas indústrias culturais e criativas, de modo a conseguir uma diferenciação da sua imagem.
    – aumento da atenção dispensada ao cliente (que adquire crescente experiência de viagens). 
    – os turistas tendem a ter mais cuidado com a forma como despendem o dinheiro (mais exigentes).
    – tenderão a ser viajantes individuais (mais experientes).
    – terão menos tempo disponível, procurando por isso maximizar as experiências.

      
    Fonte: Cuvellier (1994,2001)

     
     

    Modelo dos 4 E`s

    Environnement – Maior consciência ambiental por parte dos turistas e empresas.
    Équipement – Infra-estruturas e equipamentos diversificados.
    Événement – Passividade dá lugar aos acontecimentos (Eventos).
    Encadrement – Orientação para o cliente.

    Fonte: Cuvellier (1994,2001)

     Síntese:

    • As características da procura turística conheceram uma rápida transformação.
    • Face a este contexto os Fornecedores de serviços turísticos estão a responder à procura do “novo turismo” com novos produtos (Turismo de Natureza,Turismo Cultural, ....) – motivações complementares.
    • Vários autores acreditam que o Turismo de Massas não desaparecerá por completo.
    • NOVA PERSPECTIVA - “Turismo de massas por medida” ou “Turismo de massas organizado por medida” (mais personalizado).
     

    18 de fevereiro de 2010

    O Ciclo de Vida do Produto Turístico

    O Ciclo de Vida do Produto Turístico  (CVP)
    • Conceito desenvolvido na década de 80
    • Adaptado posteriormente ao campo do turismo (Ilhas, Resorts)
    • Instrumento para abordagem à problemática do desenvolvimento dos destinos (1)
    • Descreve o desenvolvimento, evolução e potencial declínio de um destino turístico
     (1) O conceito do ciclo de vida pode ser aplicado a vários níveis:
    turismo em geral, produto turístico e destino turístico (Jansen-Verbeke, 1994)

      
    Resort: 
    • Zona ou Área de Turismo que oferece um conjunto de atracções turísticas, alojamento, restauração e outros equipamentos.
    • Pouco intercâmbio com a comunidade local (quase exclusivamente para os turistas).
    • Termo que se aplica indistintamente ao litoral ou interior.
     (Domingues,1990, Jafari 2000)

    Figura 1 – O Ciclo de Vida do Produto Turístico, Fonte: Butler (1980)


      O Ciclo de Vida do Produto Turístico - 1.ª Fase - Exploração

    Turistas:   

    Número reduzido de turistas, amantes da natureza, gosto pela aventura.

    Produto:   

    Não existem estruturas criadas especificamente para o apoio ao turismo.

    Os turistas são atraídos pelos recursos básicos ou primários (naturais, culturais).


    Distribuição:

    Não existem canais de distribuição.

    O turista tem de assumir a organização.

    Concorrência:

    Actividades empresariais existentes (relacionadas com o turismo) são do tipo artesanal.

    O Ciclo de Vida do Produto Turístico - 2.ª Fase - Envolvimento

    Turistas:
    O número de turistas aumenta.

    Produto:
    Sector público é pressionado para o desenvolvimento de infra-estruturas específicas de apoio à actividade.
    São criados os serviços mínimos.
      Distribuição:
      Nada a registar em relação à 1ª fase (exploração).
       
      Concorrência:
      Nada a registar em relação à 1ª fase (exploração).

        O Ciclo de Vida do Produto Turístico - 3.ª Fase - Desenvolvimento
          Turistas:
          O número de turistas ultrapassa a população residente, em período de época alta.

          Produto:
          A oferta cresce com um razoável grau de diversificação.
          O controlo passa, de forma progressiva, da iniciativa local, para os agentes externos (internacionais).

          Distribuição:
          O turismo perde o seu carácter artesanal, surgindo operadores turísticos, indispensáveis à captação de turistas.
           
          Concorrência:
          Já faz sentido falar em concorrência.
          O aumento do nº de concorrentes pode provocar pressão sobre os preços no sentido da sua baixa.
           
          O Ciclo de Vida do Produto Turístico - 4.ª Fase - Consolidação

          Turistas:
          A taxa de crescimento do número de turistas diminui, embora ainda permaneça positiva.

          Produto:
          Aumenta a presença dos agentes externos no controlo da oferta.
          A actividade turística assume uma importância vital para a economia (emprego e riqueza).

          Distribuição:
          Nada a registar em relação à fase anterior.
           
          Concorrência:
          Nada a registar em relação à fase anterior.
           
           O Ciclo de Vida do Produto Turístico - 5.ª Fase - Estagnação
            Turistas: 
            Máximo de turistas atingido.
            Alguns turistas evidenciam níveis muito baixos do ponto de vista socioeconómico.
            Forte dependência de repetidores,
            Taxas de ocupação baixas.
            Local fora de moda.
            Imagem do resort em divórcio com o ambiente.
             
            Produto:
            O destino deixa de estar na moda, sendo reduzida a capacidade para atrair novos turistas.
            A capacidade de carga pode ter sido ultrapassada (problemas sociais, económicos e ambientais).

            Distribuição:
            Nada a registar em relação às fases anteriores (Desenvolvimento e Consolidação).
             
            Concorrência:
            Redução da competitividade da indústria.
              O Ciclo de Vida do Produto Turístico - 6.ª Fase - (3 Cenários Possíveis)
               
              A) Estabilização:Tentativa de manter o número de turistas.
              As pressões (ambientais, sociais, económicas) necessitam ser atenuadas através de acções de planeamento e ordenamento do território por parte das autoridades públicas
               
              B) Rejuvenescimento:
              Tentativa de alteração do produto.
              Pode-se assistir ao início de um novo ciclo com um aumento do número de turistas. 
               
              C) Declínio:
              Não se consegue, nem a renovação, nem a manutenção do número de turistas.
              Os recursos (ex.:alojamento) são reconvertidos para outros fins.
               
              A duração de cada uma das fases não é fixa;
              • Características do produto
              • Estratégias adoptadas
              • Acontecimentos imprevistos
              Nem todos os destinos passam por todas as fases (Cancun não passou pela fase de
              Exploração).
              Outros autores (no âmbito do Turismo) adoptaram a divisão em 4 fases (Introdução ou
              Desenvolvimento, Crescimento, Maturidade e Declínio).
               
              Vantagens do Modelo (CVP):
              Constitui uma forma de compreender as mudanças ocorridas nos destinos.
              Permite ajudar a efectuar previsões. 
               
              Críticas ao Modelo (CVP):
              Olha o destino como um produto único.
              Dificuldade em calcular uma capacidade de carga única (espacial e temporalmente).
               
              Não considera a ocorrência de factores externos que influenciam a evolução do destino.
              • Desenvolvimento de novas Atracções
              • Factores relacionados com a Procura (motivações)
              Necessidade de desenvolver investigação acerca do Rejuvenescimento e das diferentes formas de o atingir.
               
              Considerações sobre o Modelo (CVP): 
              CVP - O Ciclo de Vida do Produto constitui um conceito importante.
              Não deve ser ignorado ao efectuar o diagnóstico estratégico de determinada situação.
              Detém um papel importante como contributo para uma política de planeamento regional.
               
              Figura 2 – O Ciclo de Vida do Produto e as Políticas de Intervenção, Fonte: Ashworth e Dietvorst (1995:334)
               O Ciclo de Vida do Produto Turístico - CVP
                 
              O ponto mais importante no contexto do CVP, ocorre quando se regista uma transição da
              “orientação pela procura” para uma “orientação pela oferta”.
               

                12 de fevereiro de 2010

                Introdução ao Turismo

                Objectivos:


                * Reflectir sobre o conceito de Turismo
                * Analisar e comparar várias definições de Turismo
                * Identificar os principais factores que contribuíram para a inexistência de uma definição consensual de Turismo.
                * Distinguir os conceitos de Turismo, Lazer e Recreação

                De que falamos quando falamos de Turismo?

                Enquanto actividade humana, o turismo constitui uma das áreas que tem atraído atenções simultâneas de diferentes perspectivas – objecto de estudos históricos, sociológicos, psicológicos, geográficos, ambientais, económicos, entre outros.

                Motivo de interesse por parte de várias áreas de investigação/disciplinas

                Surgimento de diferentes definições em função das áreas de investigação/disciplinas
                (Psicologia, Economia, Geografia, …)

                Fonte: Weaver e Lawton (2006:16)

                Conceito de Turismo

                Tribe (1997:61), rejeita o estatuto do turismo como disciplina, definindo-o como:
                “Conjunto de fenómenos e relações decorrentes da interacção entre áreas emissoras e receptoras, turistas, fornecedores de serviços turísticos, governos, comunidades e ambiente”.

                Perspectiva interdisciplinar
                Conceito de Turismo – Principais dimensões

                • Relação com o turista (incluindo as suas motivações, satisfação, escolha, interacção);
                • Relação com a indústria (transportes, alojamento);
                • Relação com a comunidade receptora (percepções, impactos sociais, culturais, económicos);
                • Relação com o governo do país receptor (políticas de turismo e planeamento);
                • Relação com o meio ambiente no destino (implicações ambientais);
                • Relação com o país gerador (efeitos culturais).
                • Área de investigação relativamente jovem (remonta à década 1970)
                • Dificuldade de delimitação do sector turístico
                O sistema funcional do turismo

                Estrutura do Sector Turístico – Oferta:

                Alojamento – diversas modalidades (hotelaria, Turismo no Espaço Rural, ...)
                Restauração – diversas modalidades (restaurantes, cafés, pastelarias, ...)
                Transportes – marítimo, aéreo, fluvial, terrestre
                Intermediários – Operadores Turísticos, Agentes de Viagens e Turismo, Portais de Reservas
                Serviços de apoio – companhias de seguros
                Serviços públicos – ONT, ORT
                Facilidades recreativas – centros desportivos, complexos de lazer, centros equestres, ...
                Atracções – monumentos, parques e jardins, centros de conferências, centros de exposições,
                Entretenimento – teatros e cinemas, salas de espectáculos, feiras, casinos, ...

                Conceito de Turismo
                “As actividades realizadas por pessoas durante as suas viagens e estadias em locais situados fora do seu ambiente de residência habitual, por um período de tempo consecutivo inferior a um ano, com fins de lazer, negócios ou outros motivos”.
                (Organização Mundial do Turismo, 1991)

                Motivos de visita:



                Para a OMT (1994), o termo «Visitante» constitui o conceito básico de todo o sistema estatístico do turismo do qual derivam os restantes:


                Visitante – toda a pessoa que se desloca a um local situado fora do seu ambiente habitual durante um período inferior a 12 meses consecutivos e cujo principal motivo de visita é outro que não seja o de exercer uma actividade remunerada no local visitado.
                (adaptado de OMT, 1998)

                Turista – todo o visitante que passa pelo menos uma noite num estabelecimento de alojamento colectivo ou num alojamento privado no local visitado.
                (adaptado de OMT, 1998)

                Visitante de um dia/excursionista (sameday visitor) – todo o visitante que não passa a noite no local visitado.
                (adaptado de OMT, 1998)


                Turismo, Lazer, Recreação


                Em virtude dos pontos comuns entre o turismo e o recreio, os conceitos de lazer, recreio e algumas actividades turísticas provocam alguma confusão…




                Lazer


                “É a actividade à qual as pessoas se entregam livremente, fora das suas necessidades e obrigações familiares e sociais,para se descontrair, divertir, aumentar os seusconhecimentos e a sua espontânea participação social, livre exercício e capacidade criativa” (Dumazdier, 1988).
                • Geralmente, ao falar-se de lazer pensa-se em nada fazer(inacção).
                • O lazer pode ser um tempo ocupado.
                • O tempo de que cada pessoa dispõe após as suas obrigações profissionais e familiares


                Recreação -----------------------------------------------------------------

                "O conjunto de actividades desenvolvidas livremente por quem dispõe de tempo livre, durante o tempo de lazer.” 

                “Pode incluir actividades activas ou passivas tão diversas quanto desporto, cultura, entretenimento, ver televisão ou ir de férias. 

                ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
                 
                • ”O Turismo implica necessariamente uma deslocação enquanto o recreio pode ou não dar origem a uma viagem."


                5 de fevereiro de 2010

                Componentes da Indústria Turística

                COMPONENTES DA INDÚSTRIA TURÍSTICA

                1 Transportes e Alojamento
                2. Operadores Turísticos
                3. Agentes de Viagens
                4. Atracções Turísticas
                 

                “Para a decisão de adquirir uma viagem para um determinado destino, o consumidor turístico defronta-se com um conjunto variado de questões mais ou menos complexas":

                • O destino a eleger.
                • A época do ano em que é aconselhável deslocar-se.
                • preço que tem de pagar.
                • O meio de transporte.
                • alojamento a utilizar.
                • As visitas por que tem de optar.
                • etc.…


                “Daqui nasce a distribuição turística, ou seja, o canal através do qual o consumidor obtém o produto que deseja".


                CADEIA DE DISTRIBUIÇÃO TURÍSTICA

                Distribuição Directa              Distribuição Indirecta
                                                                     
                 Fonte: Poon (1993)
                • Na generalidade, não são os produtores turísticos que comunicam com os seus clientes, mas sim os intermediários
                • Os intermediários vêem-se obrigados a materializar o intangível através de representações (folhetos, fotografias, audiovisuais) dos aspectos mais significativos de um produto;
                • Têm por fim de confeccionar produtos próprios, informar e aconselhar os clientes na preparação das suas deslocações.

                1 - TRANSPORTES

                 



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