I. TRANSPORTES E TURISMO
Objectivos:
- Analisar a componente Transportes no contexto da Indústria Turística.
- Compreender o conceito de intermodalidade no âmbito dos Transportes.
- Comboio na origem do crescimento das viagens por lazer (estâncias balneares de primeira geração) – turismo doméstico e de proximidade.
- Democratização no uso do automóvel – séc. XX – turismo doméstico e de proximidade.
- Desenvolvimento da aviação (melhorias tecnológicas contínuas) – turismo internacional.
Figura 1 - O sistema funcional do turismo
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Fonte: Gunn (1994) |
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Fonte: World Travel Organization (UNWTO) © |
O Turismo pressupõe a deslocação, e por conseguinte, o transporte faz parte integrante do sistema turístico.
A existência de vias férreas, rodoviárias, rotas aéreas ou marítimas conduz ao surgimento e desenvolvimento dos destinos turísticos.
- Veículos: aviões, barcos, comboios, automóveis, autocarros.
- Vias: rotas aéreas, rotas marítimas, canais, estradas, vias ferroviárias.
- Terminais: aeroportos, estações marítimas ou portos, estações ferroviárias e rodoviárias, parques de estacionamento, aeródromos, marinas.
Figura 2- Esquema de transporte aplicado ao turismo
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Fonte: A partir de Page ( 2001) |
Área de estudo negligenciada
(em particular ao nível dos destinos turísticos)
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Fonte: PENT (2007) |
Transporte Turístico:“Operation of, and interaction between, transport modes, ways and terminals that support tourism resorts in terms of passenger and freight flows into and out of destinations, the provision of transport services within the destination, and the provision of connecting transport modes in the tourism generating region.”
(Prideaux, 1999:56)
Tabela 1- Principais características dos meios de Transporte
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Fonte: Palhares (2002) a partir de Boniface e Cooper (2001) |
Intermodalidade: Integração nos Transportes
- Embora o surgimento dos vários meios de transporte se tenha dado de forma independente, é muito importante, para um bom funcionamento dos seus sistemas, que estes estejam interligados.
- A intermodalidade permite que passageiros e carga utilizem, ao longo de toda a viagem, o meio de transporte mais eficiente possível.
Figura 4 - Complementaridade entre os meios de transporte - visão tradicional
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Fonte: Palhares ( 2002) a partir de Stubbs e Jegede (1998) |
Figura 5 - Complementaridade entre os meios de transporte - visão contemporânea
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Fonte: Palhares (2002) a partir de Stubbs e Jegede (1998) |
Intermodalidade: integração nos Transportes
Níveis de Intermodalidade:
- Intermodalidade física: (fluxo de passageiros num único ponto).
- Intermodalidade lógica: (integração de horários e informação ao público).
- Intermodalidade integração tarifária: (aquisição de bilhete único para todo o percurso).
II. TRANSPORTE POR ÁGUA DE PASSAGEIROS
Objectivos:
- Conhecer a tipologia de classificação do Transporte por Água de Passageiros;
- Conhecer as principais áreas geográficas de cruzeiros;
- Analisar a oferta e procura de cruzeiros turísticos a nível mundial;
- Reconhecer e identificar as especificidades dos cruzeiros turísticos (marítimos e fluviais);
- Conhecer as perspectivas futuras que se colocam aos operadores de Cruzeiros Turísticos.
1. Transporte Marítimo Regular
1.1 Linha Regular Transatlântica
1.2 Linha Regular Continental
- Ferry's
- Hydrofoil, Hovercraft e Catamaran
2 Transporte Turístico (Não Regular)
2.1 Charter Náutico
2.2 Cruzeiros Turísticos Marítimos e Fluviais
1.1 Linha Regular Transatlântica
1.2 Linha Regular Continental
- Ferry's
- Hydrofoil, Hovercraft e Catamaran
2 Transporte Turístico (Não Regular)
2.1 Charter Náutico
2.2 Cruzeiros Turísticos Marítimos e Fluviais
Fonte: Cobreros (2000)
Transporte Marítimo Regular
“Transporte de passageiros e veículos entre o porto de origem e o porto de destino, mediantehorários e tarifas previamente publicados”.
(International Maritime Organization)
Linha Regular Transatlântica
- Pouco competitiva devido ao desenvolvimento do transporte aéreo
- Cunard detém linha regular entre Southampton/New York (viagem de 5 dias)
- Outras empresas oferecem serviços transatlânticos com menor frequência
Linha Regular Continental
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Ferry |
a) Ferry's
• Capacidade para passageiros e veículos
• Utilizado em serviços de médio curso
• Dependendo das dimensões pode oferecer serviços
de restaurante, alojamento em camarotes, etc.
Exemplo: Travessia do Canal da Mancha
(Brittany Ferries, Sealink, P&O European Ferries)
Hovercraft |
b) Hydrofoil, Hovercraft e Catamaran
Hovercraft – embarcação que se apoia sobre um
colchão de ar, que ao ganhar velocidade se eleva sobre
a água, capacidade de aproximadamente 450 passageiros,
utilizada em travessias de 1h30.
Exemplo – Canal da Mancha.
Hydrofoil – embarcação que desliza sobre um género de
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Hydrofoil |
contacto com a água, capacidade de aproximadamente
250 passageiros, utilizada em travessias de 1h30.
Exemplo: Valencia-Ibiza, Las Palmas-Tenerife,
Algeciras-Ceuta (Transmediterranea).
Catamaran – embarcação mais moderna, plana e
rectangular, de diferentes tamanhos, utilizada para o
transporte de passageiros, em travessias de cerca
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Catamaran |
Exemplo: Tejo
Transporte Turístico
Charter Náutico (Yachting):“Possibilidade de alugar uma embarcação, geralmente de pequena dimensão, com ou sem tripulação, para livre navegação”.
Cruzeiro Turístico:
“Corresponde à definição de transporte marítimo não regular, sob a forma de pacote turístico (tudo incluído), com itinerário geralmente circular, escala em portos turisticamente atractivos,
com possibilidade de efectuar excursões em terra, a locais de interesse”.
Cruzeiros Turístico Marítimos
Principais áreas geográficas de cruzeiros:
- Caraíbas
- Mediterrâneo
- Alasca
- Atlântico Norte e Mar Báltico
- Ásia e Pacífico
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Nota: A-M (áreas tradicionais) P-Z (áreas em desenvolvimento) |
Principais áreas geográficas de cruzeiros
Caraíbas
- Conceito actual de cruzeiro desenvolveu-se em torno de Miami (“port of call”)
- Região detém quota de mercado de cerca 50%
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